Ventando sem limite de caracteres.

Não me chamam de furacão à toa.Sou intempestiva,agito discussões,falo o que penso.Não sei resumir,porque tudo pra mim é importante.
Este blog é onde posso escrever o que penso sem limites de caracteres.
Não esperem ventanias a todo momento...sabem como são os furacões...sazonais. ;)

Este farol do fim do mundo avisa:a qualquer momento pode vir ventania por aí.

VRUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!



Sejam bem vindos.
Abraços.





quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Reestreia do musical New York,New York em São Paulo.




Pra quem não sabe o musical New York,New York é um delicioso passeio pela época de euforia que acometeu os EUA no pós guerra,enquanto narra os encontros e desencontros da cantora Francine com o saxofonista Johnny.
As músicas são um deleite aos ouvidos, pincelam com maestria a cada cena.
Verdadeiras pérolas dos anos 30 a 50 não foram versionadas ,o que até concordo ,pois creio que perderia parte do charme.
Com cenários dinâmicos, projeções e efeitos de luz somos capazes de mergulharmos nessa época.
Sax Tenor e o sapateado são presenças constantes no musical e prestem atenção especial em Christiane Matallo, um show à parte conseguindo espetacularmente fazer as duas coisas ao mesmo tempo!
Versatilidade é com ela mesma.
A orquestra é ótima, assim como o coro, entrosado o suficiente dando todo um brilho com suas performances.
Já falar de Kiara Sasso é complicado porque não encontro mais palavras à altura para descrever o que é essa voz.
Mas(só pra ilustrar) pra quem não a conhece: ela é uma daquelas atrizes que é capaz de fazer você que está odiando em somente estar em um teatro, sair absolutamente maravilhado com o que acabou de ver e ouvir.
E desta vez em New York,New York,só faltou voar.
De uma leveza ímpar ,deu à sua personagem a sutileza dos movimentos ,a elegância que ela pede.
A cada música é segurarmos na cadeira ansiosos em descobrir o que será agora, porque lá vem A VOZ.
De uma música a outra vai do grave ao agudo, faz parecer tudo muito fácil.
Dessa vez houve até voz negra!
Particularmente gostei muito da cena quando,após o parto no hospital,Francine despede-se de Johnny para nunca mais,mesmo o amando, sabe que ele é um verdadeiro atraso em sua vida.
E na música mais icônica do universo sobre New York interpretada magistralmente pelo imortal Frank Sinatra foi que Kiara fez vir abaixo todo aquele teatro numa chuva de palmas.
Numa energia tal como há muito não via.
É um musical sóbreo,dinâmico,sem pirotecnias,efeitos de babar ou cenários deslumbrantes que muitas vezes são recursos eficazes quando se quer mascarar a falta de talentos no palco.
Assim,em NY,NY podemos justamente prestarmos uma atenção maior no fator humano que ali nos apresenta.
Só um PS pra galera que gosta se saber o que tem na lojinha ,tem caneca ,botom (não lembro os valores),mas o programa é cinco Reais e a camiseta, vinte.
Lembrando que o musical está em curta temporada,até o dia 7 de outubro,no teatro Sérgio Cardoso,rua Rui Barbosa,153,Bela Vista,ao valor de R$ 40,00.
Sessões as quintas,21; sextas,21h30; sábados,17h e 21h e domingos as16h.

Não deixe de conferir.
;)











sábado, 3 de março de 2012

Uma boa lição numa sala de xerox.


E lá vou eu por aquele desconhecido e longo corredor de paredes brancas e um granito polidamente impecável.

Mais informal impossível,trajando blue jeans,blusa descolada e sandálias pra combinar com o calor daquela tarde.

De pasta na mão,portas e mais portas passavam por mim.

Me senti uma jovem universitária em meu primeiro dia de aula,perdida naquele lugar novo a procura da sala do xerox.

Última porta à esquerda(disseram-me).Porta que nunca chegava.

E quando finalmente a achei.

Muito pouco se parecia com uma simples sala de xerox.

Haviam homens distintamente trajados com ternos impecáveis, uns ao celular,outros nos computadores em rede.

Na grande mesa negra,três mulheres a conferir seus calhamaços de papéis formalmente trajadas.

Atrás de um balcão uma máquina fazia barulhos confirmando que não estava errada,aquela era a sala certa.

Mais a cima na parede as iniciais OAB.

Senti um constrangimento tamanho pelos meus trajes casuais,e mesmo assim adentrei à sala com um só pensamento:espero que os distintos aqui não pensem que sou colega de profissão.

O melhor de tudo foi saber que o constrangimento era apenas meu,pois(para meu alívio) notei que nem se quer notaram minha presença,talvez seja a sorte de estar numa cidade onde ninguém está nem aí como as pessoas se vestem,ou porque estavam bem ocupados de fato.

Moral da estória:não sejamos tão exigentes com nós mesmos ao nos vestirmos.

Estávamos bem ao sairmos de casa e não importa a situação devemos continuar nos sentindo bem não importando se vão reparar ou não.O que importa somos nós e não o que os outros pensam.

Difícil ser assim ,o jeito é praticar.

domingo, 29 de janeiro de 2012

War Horse por Steven Spielberg.



Ousadia pouca é bobagem quando trata-se do mestre dos filmes de ação/ficção.
Espantei-me ao saber de seu nome envolvido neste drama comovente.
Foi às lágrimas que Spielberg saiu do teatro ao ver a montagem londrina decidindo torna-lo filme.
Desafio em fazer algo totalmente diferente do costumeiro? Talves,mas acredito mais na sua paixão por fazer algo que só acredita que realmente vale a pena se tocar o coração das pessoas.
E foi assim que o mestre verteu para o cinema uma estória que a princípio é parecida com tantas outras.
De novo a estória de um garoto e seu cavalo.
O diferencial é que temos Spielberg desta vez.
Ele não dá ao animal aquele excesso de personalidade humana ridicularmente patética que chega a nos irritar,e sim o trata com uma competência ímpar de nos revelar sua irracionalidade mas ao mesmo tempo seus sentimentos animais.
É no equilíbrio que acerta.
Aborda amizade,lealdade,compaixão,muitas vezes esquecidos no cotidiano, e aqui revelados de forma dura,na atmosfera da guerra,justamente pra refletirmos.
O filme é isso,cenas fortes,duras,cruéis(pessoas saiam da sala)e em meio,sentimentos tão nobres.
Resisti bravamente às lágrimas até a cena em que o cavalo vendo que seu amigo equino não aguentaria subir a montanha com um canhão,(o que custaria-lhe uma bala na cabeça)oferecesse para tal sacrifício.
Até onde você iria por um amigo?Seria capaz de carregar-lhe sua cruz?
O filme nos encosta na parede e pensamos naquela meia dúzia de pessoas a quem realmente somos leais e respondemos de imediato:sim.
A partir de então,baldes e mais baldes de lágrimas.
Na cena final,com um “Q” de E o Vento Levou...(céu alaranjado no pôr do sol)arrebateu-nos o coração e fomos às palmas emocionadíssimos.
Spielberg é o gênio que soube trazer às telas a mais pura emoção do teatro.