Ventando sem limite de caracteres.

Não me chamam de furacão à toa.Sou intempestiva,agito discussões,falo o que penso.Não sei resumir,porque tudo pra mim é importante.
Este blog é onde posso escrever o que penso sem limites de caracteres.
Não esperem ventanias a todo momento...sabem como são os furacões...sazonais. ;)

Este farol do fim do mundo avisa:a qualquer momento pode vir ventania por aí.

VRUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!



Sejam bem vindos.
Abraços.





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Corrente da leitura

Surpresa pra quem passou esta semana pela estação Tatuapé da CPTM.Podendo conferir o projeto Livro Livre(corrente da leitura) leia e passe a diante.Onde interessados poderiam levar livros novos ou usados(Biblioteca CPTM Mário Covas),com o compromisso de ler e depois o libertar em alguma estação ou trem.Haviam vários títulos da literatura portuguesa como Os Luzíadas,de Camões,além de Eça de Queiroz,José de Alencar,Machado de Assis entre outros.Voltei no tempo os vendo,pois era leitura obrigatória pro vestibular,fiquei em dúvida qual levaria.Uma última passada de olhar e lá estava ele:uma coleção de contos de Artur Azevedo.Muito boa a iniciativa.
Já no primeiro conto de Artur Azevedo,uma estória e tanto:De cima para baixo sobre superiores culpando seus subalternos por um erro.Adivinhem quem pagou o pato? O final emocionou-me,triste,de uma inteligência ímpar.Pra quem quiser conferir segue link: http://www.releituras.com/aazevedo_cimabaixo.asp

domingo, 2 de outubro de 2011

Musical Mamma Mia 01/10/11

Pra galera que curte musicais,aqui vai meu pequeno comentário apenas como alguém do público.
Retornei ontem ao Mamma Mia.
Atualmente o que posso dizer é que minha relação com esse musical é estranha.Há cenas que amo de paixão,ou por me alegrarem demais ou por chorar litros.E outras cenas que não aguento mais ver.
A surpresa da noite ficou por conta de Ricardo Nunes como Sam.
Relembrando:ele interpretou Simon em Jekyll & Hyde.
Ricardo é jovem e não esperava o contrário,pareceu irmão de Sophie,apenas um pouco mais velho.
Aqui vai a bronca:a produção nem pra dar uma tingida de branco tornando cabelos e barba grisalhos pra ajudar na composição.Quanto a voz, poderiam dar mais retorno ao microfone.
Mas em suma,a voz de Ricardo agrada e ele não passa a imagem de um Sam prepotente e superior.Pra sua primeira vez em cena,não observei nenhum deslize,notei apenas no início,certo nervosismo o que é absolutamente natural.
Muito boa a surpresa em ver uma outra interpretação de um mesmo personagem.
Uma coisa nada haver,que fiquei pensando numa segunda montagem daquele meu famoso musical,eu o escalaria pra Raoul sem medo de errar!
Como Tanya,Heloíza de Palma fez bem,gostei mais dela assim do que como Donna.
Bronca N° 2 : Ontem o público estava um porre!!!Não se esforçam nas palmas e não levantam pra cantar/dançar no final.
E o troféu "Descobrimento da América" vai pra mim,pois finalmente descobri como Donna surge na cama em Under Attack.rsrs
Abraços!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

WICKED BROOOOOOOADWAY fica no CHI-NE-LO quando se vê o voo das Bruxas de Eastwick.



Foi com essa frase na cabeça que saí do teatro no domingo passado dia 14,estreia do mais novo musical da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.
Enfeitiçado era o título na capa do Guia Folha com Eduardo Galvão na sexta dia 12,mas até então não havia entendido tal sutileza da capa.
Musical com bruxas onde elas voam já vi e não achei tudo isso,mas param por aí as semelhanças.
A estória vocês já sabem:três encalhadas numa cidadezinha onde nada acontece desejam ardentemente que lhes surjam todos os homens num só.Sem saber acabam evocando o demoníaco Darryl.
O musical começa bem,mostrando a que veio.
Mas achei parada a parte da apresentação das três amigas,muito blá,blá,blá e etc.Mas retoma o ritmo não deixando a peteca cair.
Fafy Siqueira como Felícia está impagável! É a cara da Hebe Camargo na caracterização.
Faz uma megera rabugenta,ranzinza mas me conquistou,quando entrava em cena roubava minha atenção,está hilária,adorei sua atuação.
Eduardo Galvão precisa soltar-se mais quando o assunto é cantar,mas é questão de tempo,totalmente compreensivo. A maquiagem abaixo dos olhos formando uma meia lua vermelha em cada olho está perfeita pra caracterização.

Na atuação ele faz caras e bocas que dão medo. É sedutoramente maligno,está muito bem no papel.
Não economizaram nos efeitos pirotécnicos,assim como…
…minha nossa!!!Muitas periquitas a escapar!
Pra quem não entendeu,achei exagero tanta perna feminina aberta,mas com o passar do musical pararam com isso.
É importante frisar que é um musical com umas sacadas(piadas)ótimas.
Colocaram propositadamente o mordomo Fidel (Ben Ludmer) e a garotinha (Larissa Manoela/ Isabella Moreira) com figurinos lembrando os da Familia Adams(já fazendo merchan)rsrs
Ri horrores quando uma das bruxas (Renata Ricci) já de saco cheio da garotinha grita enfurecida"quem você pensa que é?!Elenco de apoio da Família Adams???!!!
E a cena em que queimam sua rosa branca ficando torrada é muito engraçada.
Sem contar a vela que sem mais nem menos sai inteira da boca de Fidel onde ele acende e simplesmente fica parado com cara de non sense.rsrs
Pra vocês terem uma idéia esses dois personagens falando quase nada e não aparecendo tanto assim foram os responsáveis por metade das risadas que dei durante o musical.Personagens curinga.Muito bem inteligente suas criações.
E quando já estavamos totalmente rendidos aos encantos de Eastwick eis que vem a cena do voo.
Descem uns cabos de aço do teto e técnicos à penumbra preparam as atrizes para alçar o teto,ou melhor…o céu.
Perde parte do encanto,pois vemos como acontece,mas entendo que não teria como ser surpresa.
Não sei se seria possível descer vassouras disfarçando o assento,fazendo com que houvesse a impressão de que voassem em cima delas.Na prática não sei se daria certo.
Mas a cena aliada à música,às luzes esverdeadas tomando todo aquele teatro torna-se mágica.
Ao vermos aqueles três seres humanos desafiando a gravidade parecendo leves borboletas esquecemos de tudo.O teatro simplesmente saiu de um silêncio profundo à palmas, gritos ,ficamos pasmados.Sem dúvidas o ápice do musical.
O final a lá “me enganaste, eu te segui cega” se assemelha ao musical O Fantasma da Ópera(difícil um musical que não me relembre ele) quando neste assim como aquele,ao perceberem o quão maligo é Darryl as bruxas o deixam e a população da cidade resove vingar-se.
Nesta sessão Maria Clara Gueiros não participava,mas gostei muito de Germana Guilhermme sua substituta.
É mais um motivo pra retornar,além do que,preciso ver com a fofa da Larissa Manoela ( minha eterna noviçinha).
É bem verdade que não me encantei pelas músicas, meu deslumbre foram as interpretações dos chamados coadjuvantes,as piadas,e tiradas cômicas.
Enfim,pra mim As Bruxas de Eastwick é assim.
Venha você também descobrir o que tem dentro do caldeirão dessas bruxas.
E sim,nossas bruxas desafiam muito melhor a gravidade do que as bruxas de lá.
Abraços.

domingo, 31 de julho de 2011

Sonho

Desde criança nos dizem: você sempre deve sonhar alto.
Essa palavra vem me incomodando de uns tempos pra cá, o que me fez refletir.
Vejo no sonho uma palavra bonita, romântica pra designar um desejo grande que temos.
Mas me parece aumentar a distância entre nós e nosso objeto de desejo.
Prefiro a palavra objetivo e não sonho e convido você que me lê agora a também fazer tal reflexão.
Sonhar alto, me vem a ideia de olhar pra cima, lá nas nuvens, o que me faz pensar: puxa,é alto demais!
Parece muito mais distante, parece que vou ter que pular muito pra alcançar.
Uma pena não saber voar.
Pensar em objetivo é mais concreto, mais adequado
Então mudei a direção de meu olhar.
Não é mais vertical e sim horizontal.
Me vem à mente a imagem de uma flecha.
A flecha tem sempre um alvo.
A flecha necessita de um arqueiro que no momento certo, após análise minuciosa de seu cérebro decide lança-la.
Após lança-la, não há nada que a impeça de atingir seu alvo.
Os objetivos possuem metas, tempo definido e estratégias para serem conseguidos.
Já quando designamos a palavra sonho, esta me parece menos comprometida com tais coisas.
Quando se diz: tenho o sonho de fazer, ter tal coisa.
Ok.
Mas como?
Quando?
E quanto isso vai custar?
Importante não ficar apenas no campo das ideias, sonhando.
É preciso agir.
Ação, determinação, planejamento, meta.
É nisso que acredito.
Devemos sempre ser a flecha a caminho do alvo, onde nada é capaz de nos impedir de atingi-lo.
Por fim,não tenho a menor pretensão de fazê-los pensar como penso, mas apenas fazê-los refletir e tirarem suas próprias conclusões.
Abraços.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mamma Mia Br e Mamma Mia Br (the day after)e param por aí as semelhanças.

New York,4 de junho de 2011.
No começo vem o entusiasmo,atores a quem estimo,músicas que adoro.Mas com o passar do tempo,algo começou a me incomodar muito em Mamma Mia Br e não sabia o que era.
Sei que muitos não vão gostar nada,nada do que irei escrever,mas é o que penso e desculpem,comparar com a versão Brasil foi inevitável.
Enfatizo que este texto não tem a menor pretensão de dar uma visão técnica de como o original se apresenta ao público,não tenho nenhum conhecimento pra isso, deixo essa tarefa para os críticos.
Ele nada mais é do que um comparativo entre duas montagens que me fez perceber o quanto a mesma obra pode ser bem diferente,me ajudando a descobrir e entender o porque dessa minha “torcida de nariz” com a montagem brasileira.
Mas antes,uma pequena fugida ao tema(bem ao meu estilo).
Estar circulando por estas ruas da Broadway para muitos é um sonho,mas pra mim,(desculpem minha falta de sensibilidade) não me surpreenderam todas estas luzes.
Sim é bacana,mas no geral aqui não passa de uma São Paulo 2.0.

No começo é bacana andar por aqui,mas com o tempo, não queria nem passar perto de todo esse agito,não gosto de multidões.
Mas o mais importante.
A atmosfera deste lugar é o que mais me chama atenção.
Espetáculos às segundas,terças às duas da tarde ou em (literalmente) toda esquina não é em qualquer lugar.
Cultura é o que se respira aqui,achei isso incrível.
Comprovei com meus olhos:os musicais da Broadway são uma indústria muito bem consolidada há décadas.
Quiçá um dia o Brasil consiga chegar ao nível de excelência em estrutura,organização e principalmente público .
Quando estiver na região da Times,nesta que é considerada a esquina do mundo,preste atenção no requinte de detalhes das salas de espetáculos,são particularmente um capítulo à parte.
Winter Garden Theatre no número 1634 da Broadway já surpreende no seu gigantismo,chega a travessar a rua de trás.
Ao sair da estação 50 dá-se para um pátio que ao subir as escadas.
Lá está ele.
Aquele banner enorme de Mamma Mia.

A primeira vez que o vi me causou um frisson,...a ficha caiu ...estava na Broadway.
E preço por preço escolhi lugar na frente.
Por pouco mais de 127 Dólares,não preferi mezanino(que pasmen)é o mesmo valor.
E não esqueçam dos cupons de descontos nos aeroportos.
Já a fila da TKTS me desanimou total.
Tempo em NY é um luxo que não estava a fim de desperdiçar.
Na TKTS variava de acordo com o dia,30,40,ou 50%,mas detalhe: não se escolhe lugar.
Portanto,com o cupom do aeroporto fui direto na bilheteria.
O assento na frente me saiu a $ 96,50 e detalhe,mais barato que costumamos pagar no Brasil.

O interior do teatro é glamoroso com aquele requinte que só o passado permitia ter.
Repare do carpete ao teto.
E que teto!
Elementos do teatro ,músicos ilustram com tamanha beleza que só não conseguem ofuscar os lustres de cristais pois estes de tão imponentes garantem seu destaque.
As paredes com seus desenhos dourados num fundo bordô compõe a sala,sem contar sua textura aveludada.


Mas poderia estar bem mais cuidado, reparei uns lascadinhos no rodapé e sujeiras no teto denunciando uma certa falta de zelo,pedindo uma reforma.
Mesmo assim estar no Winter já vale o ingresso.
Sobre a lojinha,segue imagem:


Todos acomodados e o musical começa.
O inicio da orquestra sempre vibrante.
Liana Hunt dá a sua Sophie o ar certo pra idade, nada de criancices ou fácies de mimada,voz bonita que agrada, embora confesso que alguns de seus agudos me irritaram os ouvidos.
Apesar de algumas falhas de microfones o som da sala achei muito bom,mas bom mesmo.
Com a orquestra bem escondida no fosso, era conduzida pela maestrina magistralmente.
No geral o humor do musical,as tiradas são bem ao gosto americano.
Era possível rir sim,mas diferentemente de minha cultura,muitas daquelas firulas não me pareciam tão divertidas assim.
Sobre Jennifer Perry com sua Rosie bem na meia idade:era divertida,mas não muito dona da situação quando contracenava com Judy McLane (Tanya).Aliás,esta chiquérrima com seu conjunto de malas completo da Louis Vuitton.rsrs
Sou mais Andrezza Massei,mas também gostei de sua Rosie.
Judy tem uma voz incrível,me conquistou,adorei suas cenas,mas também prefiro Rachel Ripani.
O segundo ato começa com uma de minhas cenas preferidas,Under Attack,mas pena,economizaram demais no gelo seco,achei um fiasco.Amo essa cena e quanto mais gelo seco pra mim melhor.
No Brasil,que se virem os músicos no fosso!rsrs
Gostei de Corey Greenan com seu Sky,um tanto quanto madurão.
O que foi bom,pois o tipo garotão passa longe e fica um cara gente boa sem esnobismos.
Quanto a Donna (Lisa Brescia),essa conto no final, (relembrando Gretel na Noviça:porque é a mais importante).rs
E agora vem meu tendão de Aquiles.
Descobri o que tanto me incomodava na versão Brasil.
A direção.
Sem dúvidas a direção é tudo.
Quando Charles Möeller dizia: “a minha Noviça”,naquele tópico inesquecível do Orkut, a dimensão era mais profunda do que eu pensava.
Hoje vejo que o musical pode ser bom,as músicas,os atores,mas se a visão do diretor não me agradar,sempre vou torcer meu nariz.
Não falo da direção estrangeira,falo especificamente dos responsáveis pela direção no Brasil.
Uma pena,não saber quem são,se não citava aqui.
Descobri porque não gosto dos três pais :a direção os deixou caricatos demais.
Sam(Saulo Vasconcelos) é um chato,um mala sem alça (como já disse na net em outras ocasiões).No início da temporada,um ranzinza e quando vi pela última vez um pedante que não perde a oportunidade de bancar a vítima o tempo todo.
Mudança significativa.
Sei que mudanças são normais,mas graduais.
Esta achei brusca demais,na minha opinião uma nítida falta de acerto da direção em dar uma personalidade ao Sam que agrade ao público.
Já quando solta seu vozeirão Saulo é imbatível,seu “sem você minha vida não tem mais porque” é sempre se arrepiar.
Já John Dossett faz um Sam sessentão sem nenhum sex appeal.
Com cabelos brancos e sem nenhuma intenção de buscar compreensão de Donna,está ali pelas forças das circunstâncias e o que virá é lucro,enfim,despreocupado.
Mesmo nas suas cenas mais fortes,vi um desapego dele com o passado.
Nosso Bill Austim(Carlos Aruza) é o próprio Crocodilo Dundie,nada de novo,mas Patrick Boll um homenzarrão vai mais além e conquista pela simpatia e personalidade próprias ao personagem.
Coube a Clarke Thorell dar vida ao seu Harry(sem graça nas duas montagens)uma pena ser gay,mas bem discreto,é um almofadinha bem comportado,nada de dar muito à vista.
Curti mais seu dueto com Donna.
Já no Brasil acho chatinha essa música.
No geral,os daqui de NY achei cada um com suas personalidades bem trabalhadas,são mais verdadeiros,mais densos,não parecendo sair dos quadrinhos com personalidades pré fabricadas como no Brasil.
E entendo que a quilometragem deles(tempo em cena)é maior que nossa versão brazuca.
O que explica em parte a diferença nas performances.
Já devem ter quebrado bastante a cabeça pra acertar.
Bem...
...lembrando.
Que fique claro.
Não falo que os atores no Brasil estão ou são ruins,só porque não gosto da forma como me é apresentada suas personagens.
Mas prefiro mil vezes as personagens que os atores daqui de NY me mostraram.
É isso.
O que posso fazer?
Não mando em meu coração.
Enfatizando mais uma vez(antes que magoe os fãs) que se no Brasil é assim,é porque a direção os orientou assim.E realmente não sei se os atores dessa montagem tem liberdade pra darem pitaco.
E pra finalizar:
A protagonista:Lisa Brescia(Donna)
Quarentona enxuta pra sua Donna.
Um ar um tanto quanto cansada dessa vida de dona de pousada do tipo faz tudo,mas que não perde a alegria.Voz linda mas que não me fez chorar em Tudo ao Vencedor.Achei que faltou mais entrega,mais sentimento.
No seu encontro com Sam não a vi tão irritada,tão incomodada assim com sua presença.
Faltou mais essa Donna dentro de si.
O que sobra em Lisa(idade pra personagem)falta em Kiara,mas o que sobra em Kiara(sacadas no timing certo)falta em Lisa.
Achei Lisa ligada nas marcações,sem o risco de ousar.
É certo,não se pode fugir da personagem,mas nas brechas certas,pode-se sim dar um “q” a mais.
E esse “q” a mais(meus caros da intriga da oposição)só uma certa Donna com K sabe dar.
Kiara dá sua assinatura às personagens e essa faz toda a diferença.
Sobre o ensemble ele é ótimo.
A iluminação surpreende,achei bem melhor que a do Abril.
Vi holofotes presos aos camarotes bem mais próximos ao palco.
As cores são mais vivas.
Cenários que se movimentam sem a presença humana no palco.
Já a ponte,que aqui funciona muito bem,obrigada.Não achei nada de mais até ver o visual na cena final,que de fato,faz toda diferença,fica muito bonita.
Curioso ver a mesma estória, o mesmo cenário, figurino com atores totalmente diferentes em outra língua.
Seria muita pretensão de minha parte considerar o musical Brasil melhor.
Não há melhor nem pior nessa estória.
São apenas diferentes.
Me agradaram muitas coisas no MM Broadway.
Muitas coisas as quais eles tiram de letra.
Sendo sincera,porque vocês sabem que não sou de disfarçar só pra agradar.
No geral,prefiro sim Mamma Mia Broadway ao invés do Brasil.
O daqui só tem um defeito.
Não tem nosso trio das Dynamos que são um ARRASO COM LETRAS GARRAFAIS E NEON DA BROADWAY.
Pra essas, tiro meu chapéu, aplaudo de pé e estendo tapete vermelho.
Enfim.
Pra mim Mamma Mia Broadway é assim.
Se puder,venha conferir.
Certeza que irá gostar.
Quartas:2 & 8 pm
Quintas:8 pm
Sextas:8 pm
Sábados: 2 & 8 pm
Domingos: 2 & 7 pm
1634 Broadway at 50 th Street

São Paulo,26 de junho de 2011
Sem dúvidas este é um dos comentários mais racionais que já fiz.
Só hoje tive tempo e coragem pra ler,reler e ver se realmente dias depois de escrever esse texto,é isso mesmo que tinha que expor.
Sim é isso mesmo.
Mamma Mia é o meu quase Fantasma da Ópera.Se não o tivesse visto antes,a uma hora dessas só diria que é lindo e maravilhoso,porque nunca havia visto um musical na vida.
Mas com o passar do tempo,vendo tantos,sem querer criamos um senso.
Saudade desse tempo que ia só por entretenimento.
Comecei a gostar de musical e deu no que deu,fiquei chata.rsrs
E é bem verdade que fazem exatos cinco meses que não vejo Mamma Mia Brasil.
Estão com cara de chocados,não é?!
Rsrsrs
Como ela pode ficar sem ver tanto tempo?Pensam vocês.
Pois é.
Mamma Mia pode ser meu quase Fantasma da Ópera,mas não é a minha Noviça(meu nº 2). :)
Portanto toda essa minha comparação é da visão que tenho do musical antes da visita dos protagonistas à NY pra verem seus colegas no palco.
Achei interessante esse convite assim tão “despretensioso”.
Não sei,não posso afirmar nada,mas me pareceu um convite pra verem como é lá pra acertarem as coisas aqui.
Ouvi dizer que mudaram.
Estou curiosa pra ver as mudanças.
Espero que tenham sido pra melhor.
Volto a ver dia 03/07,há exatamente um mês da data em que vi em NY.Pra mim uma data especial,sem dúvidas.
E independentemente da forma como cada um de nós vê o musical.
Seja onde for.
Com quem for.
Ele é bem legal.

Até a próxima.
;)

terça-feira, 5 de abril de 2011

2 pés X 4 rodas

Agora a pouco,voltando pra casa a pé,caminhando na tranquilidade comecei a reparar na rua com transito engarrafado.
Quando atravesso a rua e chego na minha quadra(uma super quadra por sem bem longa)acabei tendo uma idéia.
Ver qual o carro ao meu lado naquele momento e apostar uma “corrida” pra ver quem chega até a próxima esquina .
Aquele Fiesta prata era o eu adversário.
Continuei caminhando sem apertar o passo,pra não ser desleal com ele.rsrs
Demorou e o farol lá da frente abriu, ele avançou mas não chegou a me ultrapassar.
Fechou o farol, e eu no meu ritmo curtindo meu som.
Mais uma vez farol abre,ele avança(pensei :agora perdi).
E de novo ele parou mais atrás.
A quadra acabou,virei a esquina.
Ganhei sem esforço.
Quanto será a velocidade do caminhar de uma pessoa?
Não sei.
E ainda estou admirada com o que pude comprovar:que o trânsito no horário de pico está REALMENTE TÃO CAÓTICO em São Paulo que o caminhar de um ser humano comum consegue ser mais rápido que uma máquina de uns 80 cavalos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O leão e o ancião.




Numa noite quente,surge numa estrada poeirenta das savanas africanas,um espécime sem igual.
Um leão grande e musculoso tão negro quanto ônix.
Corria pelo simples prazer de correr.
O vento o refrescava .
A sensação era incrível.
Olhos maus só revelados pelo feixe prata da lua.
Um pobre ancião(pele e osso) oriundo daquele vilarejo próximo,cruzava aquela estrada.
Puxava sua pesada carroça com aquilo que a sociedade chama de lixo,mas ele chama de sustento.
Eles não sabiam,mas há poucos segundos,as vidas desses dois seres iriam se cruzar.
Naquela velocidade o negro leão sentia-se poderoso,pleno ser desfrutando do que a natureza lhe proporcionou.
Mas no instante em que a criatura avista aquele frágil homem.
E aquele ser triste se dá conta da séria ameaça.
Já sabe qual será seu destino.
Não há o que fazer,é o fim.
Serei devorado(pensou).
O leão calcula rapidamente distância e velocidade e percebe que se correr ainda mais poderá saltar a carroça.
Ele curtia a velocidade,seria desagradável interromper a sensação.
Já o ancião,com boca seca,sentia que aqueles seus últimos segundos de vida pareciam horas.
E indagou:
Por que aguardar a morte demora tanto?
Não teve coragem de continuar a ver aquela enorme criatura demoníaca e fechou os olhos.
Mas o leão não era mau,como o ancião pensava.
Seu aspecto não condizia com sua alma.
Naqueles segundos finais,o leão percebeu o quanto egoísta estava sendo.Estava preocupado apenas consigo em não perder o prazer que sentia do vento na face.
E lhe veio um segundo pensamento:
Estou errado!
E quanto ao ancião?
Ele está apavorado.
E se ele resolvesse correr ao invés de permanecer ali?(raciocinou).
Seus cálculos matemáticos iriam por água à baixo e o choque seria fatal para o pobre.
Então,começou a reduzir a velocidade.
Reduziu até que seu trocar de patas parecesse um lindo bailar.
E com seu porte elegante foi parando,parando.
Ate´que o ancião abriu os olhos(desconfiando daqueles segundos mortais que àquela altura já deveriam ter chegado).
Foi quando viu a exuberante criatura sob a luz da lua,parado,ofegante e envolto pela poeira que levantara da estrada.
Ainda com olhos maus,a princípio ameaçadores,pois seu aspecto físico será sempre este.
Mas que se olhando bem fundo em suas pupilas igualmente negras via-se sua alma boa.
Então ao se ver vivo através dessas pupilas,sorriu.
O leão sorriu de volta vendo o pobre continuar seu caminho.
Ele se deu conta de que essa sensação que ele sentira agora é mil vezes melhor da que ele sentira há segundos atrás.
Com o coração desacelerado e feliz,continuou sua jornada.
Ele não precisava mais ir correndo.
Aprendeu que a velocidade,não era assim tão fantástica,e sim ela poderia ser traiçoeira.
Foi imóvel que ele sentiu uma das maiores sensações.
A compaixão.
Moral da estória:
Pensar no próximo ao invés de si,nos causa recompensas muito maiores.
Moral da estória 2:não julgar pelas aparências.

Misturando ficção e realidade,espero que tenham gostado.
Abraços.