E lá vou eu por aquele desconhecido e longo corredor de paredes brancas e um granito polidamente impecável.
Mais informal impossível,trajando blue jeans,blusa descolada e sandálias pra combinar com o calor daquela tarde.
De pasta na mão,portas e mais portas passavam por mim.
Me senti uma jovem universitária em meu primeiro dia de aula,perdida naquele lugar novo a procura da sala do xerox.
Última porta à esquerda(disseram-me).Porta que nunca chegava.
E quando finalmente a achei.
Muito pouco se parecia com uma simples sala de xerox.
Haviam homens distintamente trajados com ternos impecáveis, uns ao celular,outros nos computadores em rede.
Na grande mesa negra,três mulheres a conferir seus calhamaços de papéis formalmente trajadas.
Atrás de um balcão uma máquina fazia barulhos confirmando que não estava errada,aquela era a sala certa.
Mais a cima na parede as iniciais OAB.
Senti um constrangimento tamanho pelos meus trajes casuais,e mesmo assim adentrei à sala com um só pensamento:espero que os distintos aqui não pensem que sou colega de profissão.
O melhor de tudo foi saber que o constrangimento era apenas meu,pois(para meu alívio) notei que nem se quer notaram minha presença,talvez seja a sorte de estar numa cidade onde ninguém está nem aí como as pessoas se vestem,ou porque estavam bem ocupados de fato.
Moral da estória:não sejamos tão exigentes com nós mesmos ao nos vestirmos.
Estávamos bem ao sairmos de casa e não importa a situação devemos continuar nos sentindo bem não importando se vão reparar ou não.O que importa somos nós e não o que os outros pensam.
Difícil ser assim ,o jeito é praticar.